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INDE promoveu Mesa Redonda sobre“Dupla cidadania, duplo espaço, desenvolvimento” a 21 de Abril, no centro de Congressos de Lisboa

No âmbito dos Dias do Desenvolvimento, promovido pelo IPAD, nos dias 21-22 de Abril, a Inde- Intercooperação e Desenvolvimento realizou uma mesa redonda subordinada ao tema “Dupla cidadania, duplo espaço, desenvolvimento”.

Neste evento a INDE procurou despertar o debate sobre as questões relacionadas com a dupla cidadania, e com a “transdimensão” a que ficam votados os migrantes ao viverem em dois espaços: o do país de origem e o do país de acolhimento. Será que a integração tem alienado a cidadania dos migrantes, reduzindo o tema à dupla cidadania? Como reconhecer os direitos dos migrantes nesse duplo espaço?

O conceito de cidadania comporta normalmente várias esferas nas quais o indivíduo encontra-se envolvido. A esfera legal, ou seja a titularidade de diferentes tipos de direitos, aos quais correspondem diferentes contextos criados pelas instituições; a moral, quer dizer um conjunto de responsabilidades para o indivíduo, e uma identidade, ou sentido de pertença a uma comunidade.

A cidadania sempre esteve ligada ao conceito de nacionalidade. Com as alterações que tem sofrido, actualmente surgem novas denominações para a classe de migrantes: “cidadão não-nacional”, “cidadão mundial ou global” ou ainda “cidadão multinacional”. Denominações que procuram afirmar que não é necessário ser-se detentor da nacionalidade para se ser cidadão de pleno direito, e assim participar nas decisões ligadas à sociedade em que nos encontramos. Não existe uma exclusividade de pertença! Para que um migrante seja cidadão de pleno direito nos dois ou mais espaços a que pertence é necessário, ter acesso a educação, e fundamentalmente à informação, para que possa conhecer, dominar e usufruir dos direitos conferidos para uma cidadania activa.

Participaram na mesa redonda Rui Marques (ex Alto Comissário ACIDI ), Miguel Silva (Centro Norte-Sul do Conselho da Europa ), Tatiana Alves da Organização Internacional para as Migrações (OIM), Tomé Correia da AFAIJE (Guiné Bissau), Sandra Fernandes da FASCV (Cabo Verde)e Beatriz Padilla (ISCTE).

Para saber mais, faça o download do documento abaixo.

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