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Migrações Internacionais dos profissionais de saúde. Melhorar a cooperação internacional para combater a crise do mercado de trabalho no sector da saúde.

Em 2006, a Organização Mundial de Saúde (OMS) estimou que havia uma escassez de mais de 4,3 milhões de profissionais de saúde no mundo, sofrendo particularmente os países de baixo rendimento: dos 57 países com essa falta crítica, 36 eram países da África subsarianos.

A enorme visibilidade das migrações internacionais de médicos e enfermeiros é frequentemente entendida como a principal causa que está por detrás desta escassez. Tal levou ao debate polarizado entre os aspectos negativos das migrações e dos direitos individuais do pessoal de saúde em sair de um país, inclusivamente o seu. Neste contexto, discussões sobre estas políticas ocorreram por diversas vezes e em torno da questão das compensações. O trabalho realizado em conjunto entre a Organizaçao de Cooperação e Desenvolvimento Económico e a OMS fornece uma imagem detalhada da magnitude das migrações dos profissionais de saúde e mostra que a crise no mundo dos profissionais de saúde está para além da questão das migrações.

A crise económica mundial e acontecimentos, como o da pandemia A/H1N1 têm recentemente aumentado a pressão sobre os sistemas de saúde e dos seus profissionais, e como resultado têm-se acrescentado à urgência na resolução da crise mundial dos profissionais de saúde. Para inverter a crise dos profissionais de saúde, é necessário aumentar as capacidades de formação, melhorar a gestão e retenção do pessoal de saúde, responder às preocupações relacionadas com as migrações internacionais deste grupo profissional e melhorar a monitorização destes fluxos. As recentes cimeiras do G8 em Tokayo (Japão, 2008) e L´Aquila (Itália, 2009) reiteraram a necessidade em se progredir nestas áreas e encorajaram a OMS a desenvolver um código de boas práticas para o recrutamento internacional do pessoal de saúde.

Este resumo de políticas fornece novas pistas sobre as tendências recentes das migrações dos médicos e enfermeiros até 2008, e discute as grandes causas e consequências para os países de destino e de origem. Apresenta ainda possíveis respostas políticas, salientando a importância da cooperação internacional para a resolução da escassez mundial dos profissionais de saúde.

Para saber mais sobre este policy brief, faça aqui o download (versão em inglês)

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