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Seminário da Iniciativa Conjunta para as Migrações e o Desenvolvimento sobre “O papel das práticas transnacionais nas Migrações e no Desenvolvimento”A Iniciativa Conjunta para as Migrações e o Desenvolvimento (Joint Migration Development Initiative) reuniu em Bruxelas, a 23 de Dezembro de 2009, especialistas, académicos e profissionais para um seminário co-organizado pelo European Policy Centre sobre “O papel das práticas transnacionais nas Migrações e no Desenvolvimento”.
A 13 de Outubro de 2009, a JMDI patrocinou variadíssimas actividades em Bruxelas. No período da manhã, especialistas, académicos e profissionais reuniram-se num seminário co-organizado pelo European Policy Centre sobre “O papel das práticas transnacionais nas Migrações e Desenvolvimento”. Durante a tarde, teve lugar a cerimónia de assinatura de contrato da JMDI EU-ONU , entre o Vice-presidente da Comissão Europeia, Jacques Barrot, o responsável pela Justiça. Liberdade e Segurança, e o director do gabinete do PNUD em Bruxelas, António Vigilante, de simbólicos acordos de concessão com 5 grupos doadores. Felicitaram-se os representantes que estiveram presentes em alguns dos 55 projectos que tinham sido seleccionados pelo JMDI, enfatizando o papel crucial dos migrantes no cumprimento dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. Entre os presentes, encontrava-se Mathieu Lafrechoux, coordenador de Programa da ONG francesa GRDR (do Groupe de Recherche et de réalisations pour le Développement Rural), parceira da INDE no âmbito do progama EDUCODEV, e que tem vindo a desempenhar trabalhos de desenvolvimento no Mali, Senegal e Mauritânia (bacia do rio Senegal), em colaboração com autoridades locais, associações de migrantes, e migrantes individuais que vivem em França. Para além do projecto financiado pelo JMDI, o GRDR tem trabalhado intensamente com as práticas transnacionais nas migrações e desenvolvimento. O coordenador explicou que “o GRDR foi fundado a partir de uma reunião entre líderes, comunidades migrantes a alguns agricultores franceses. Este primeiro ponto de viragem importante surgiu no início da década de 80, aquando do reconhecimento do direito dos migrantes para formar associações, em França.” “Como não existe a descentralização na África Ocidental, os migrantes com quem trabalhámos, foram participantes fundamentais em todas as iniciativas que estavam de fora das áreas esquecidas”, onde não havia autoridades locais. As associações de migrantes estavam cientes destes problemas e decidiram criar federações entre as várias associações em França, e criar federações de associações irmãs, no Sul, de forma a unir as aldeias. Lafrechoux explica que este movimento desenvolveu-se em meados de 1980 até ao fim da década de 90, levando ao desenvolvimento de uma da sociedade civil local muito activa, que acabaria por se tornar independente e autónoma dos movimentos de associações de migrantes". E aqui estamos no início do século XXI, com a descentralização tornando-se uma realidade “Este ponto de viragem obrigou-nos a reflectir sobre dois eixos relacionais: as relações entre as associações nos países em desenvolvimento e nas comunidades locais, e entre comunidades locais e migrantes. A nossa tarefa visa repor o papel dos migrantes, que já foram os principais actores no desenvolvimento da bacia do Rio Senegal. O ponto decisivo é tanto mais paradoxal quando se pensa que, sem os migrantes, as autoridades locais não teriam emergido de todo. Muitas vilas tornaram-se municípios em resultado da associação de movimentos criado pelos migrantes.” Infelizmente, estes casos são muito dispersos. Mas não por acaso, o projecto financiado pela JMDI irá compilar projectos de migrações e desenvolvimento que foram realizados na região de Kayes, no Mali, nos últimos 40-50 anos, para codificar boas práticas, desenvolver novas ferramentas e metodologias de investigação. Mas existe outro desafio para além do anteriormente mencionado e que é igualmente importante: respeita ao futuro das associações que foram fundadas pela primeira geração de migrantes. "A velha guarda está a seguir o seu caminho, e é fundamental que passe as rédeas a uma nova geração, que se encontra em risco de não se interessar pelo desenvolvimento dos seus territórios de origem", concluiu Lafrechoux. Há assim muito trabalho pela frente ... Para obter mais informações sobre este tema, clique aqui |
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