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Novo Relatório OCDE: Filhos de migrantes no Mercado de trabalho da UE e países OCDE: Uma visão GlobalDescendentes de migrantes na OCDE: baixos resultados no mercado de trabalho, mesmo a um nível de educação comparável. Pela primeira vez, a OCDE reuniu dados abrangentes sobre resultados aos níveis educacionais e do mercado de trabalho dos filhos de descendentes directos dos migrantes (a chamada “segunda geração”) comparativos com os descendentes dos nacionais em 16 países OCDE. Estes dados compilados para a população entre os 20 e 29 anos, são alguns dos indicadores-chave sobre integração dos descendentes directos dos migrantes tiveram toda a sua socialização e educação no país de residência. Os dados foram apresentados e analisados num estudo preparado para um seminário conjunto da EU e OCDE (1-2 de Outubro, em Bruxelas), e encontra-se publicado no site da OCDE. Na maioria dos países OCDE da Europa, os descendentes directos de migrantes encontram-se sobre representados entre os avaliados com baixos níveis de educação, particularmente na Áustria e Bélgica, onde se encontram duas vezes com mais frequência, entre os de baixa escolaridade. Em contraste, têm níveis de educação semelhantes aos dos filhos dos nacionais dos países não europeus da OCDE, como a Austrália, Canadá e Estados Unidos, mas também na Suíça e no Reino Unido. Como resultado, em muitos países, filhos de migrantes são os que se encontram entre os mais marginalizados no mercado de trabalho. Em média entre os países OCDE que possuem dados, os descendentes directos de migrantes do sexo masculino têm duas vezes mais frequência de níveis de baixa escolaridade, não tendo emprego ou educação, em relação aos filhos dos nacionais – na Áustria, Bélgica e Holanda a proporção é ainda três vezes superior ou muito mais. Talvez, surpreendentemente, o número de mulheres em relação aos descendentes dos nacionais é menor. Com efeito, nas mulheres, observa-se uma grande melhoria entre os descendentes directos dos migrantes, em comparação com os seus homólogos estrangeiros. Um facto não bservado para os homens. Os filhos de migrantes têm também taxas de emprego inferiores aos dos filhos dos nacionais. As diferenças são particularmente maiores na Bélgica, Holanda, Suécia e França, onde as diferenças são maiores 10 pontos percentuais, para ambos os sexos. Um resultado importante do estudo foi que continuam a existir grandes diferenças entre os resultados do mercado de trabalho dos filhos de imigrantes e filhos de nativos, mesmo partilhando os mesmos níveis de educação. Na Bélgica, França e Holanda, as diferenças são particularmente maiores dentro do grupo que possui baixa escolaridade. Também no Reino Unido, existem hiatos relativamente grandes para os baixos e médios qualificados. Mesmo quando os filhos dos imigrantes são altamente educados têm taxas de emprego mais baixas do que os filhos dos nacionais - uma média entre os países da OCDE de 5 pontos percentuais para homens, e 7 pontos percentuais para as mulheres. Em média, apenas cerca de um terço da diferença das taxas de emprego entre os filhos de nacionais e os filhos de imigrantes pode ser explicado a partir das diferenças nos níveis de escolaridade. Quando conseguem um emprego, na maioria dos países, os filhos de migrantes são na maioria das vezes dispersos por todo o leque de sectores e profissões da economia. Particularmente, eles são relativamente bem integrados no sector público, nomeadamente na Holanda, onde este parece ser atribuível aos esforços políticos de longa data. Em contraste, os filhos de imigrantes são muito pouco representadas no sector público na Alemanha e em França. No caso alemão, este pode ser em parte devido ao facto de que alguns filhos de imigrantes tenham sido naturalizados, mas no caso francês praticamente todos os filhos nascidos de imigrantes obtiveram nacionalidade francesa. O estudo está disponível como documento de trabalho da OCDE através do seguinte link (em inglês), ou faça aqui o download (documento em anexo). Sobre o seminário conjunto co-organizado pela Comissão Europeia e da OCDE sobre a integração do mercado de trabalho dos filhos de imigrantes (1 e 2 de Outubro, em Bruxelas) clique aqui Documentos anexados
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