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ONU: 200 milhões de pessoas podem migrar até 2050 devido às alterações climáticasEstima-se que até ao ano 2050, 200 milhões de pessoas possam ter que deixar seus lares devido à degradação do meio ambiente
O Fundo das Nações Unidas para a População e Desenvolvimento (UNFPA) fez no dia 18 de Novembro último, um alerta para o risco de aumento das migrações devido às alterações climáticas. A estimativa é de que até o ano de 2050, mais 200 milhões de pessoas possam ter que deixar seus lares por conta da degradação do meio ambiente. O Relatório sobre a Situação da População Mundial 2009 – lançado em 121 cidades no mundo simultaneamente – pede ainda que os governos planeiem com antecedência a tentativa de reduzir os riscos de desastres naturais. É urgente que a questão das mudanças climáticas seja vista sobre um novo enfoque: o da relação entre clima, população e género. O ponto central é que as alterações climáticas não são apenas uma questão ambiental, mas um problema humano provocado pela actividade humana. Destacaram-se evidências do aquecimento global provocado pelas emissões de gases de efeito estufa: os dez anos mais quentes foram registrados nos últimos 12 anos e os desastres naturais duplicaram nas últimas duas décadas, com uma média de 400 ocorrências ao ano. Há um impacto directo sobre o bem-estar da população mundial, avaliou-se. As mudanças climáticas são a ameaça que afecta a humanidade de forma mais desigual, uma vez que atingem quem menos contribuiu para a sua ocorrência – os mais pobres e os mais vulneráveis. Dados do relatório indicam que apenas 3% do total dos gases de efeito estufa lançados na atmosfera, por exemplo, são emitidos por essa parcela da população. As mudanças climáticas são um facto existente, já que estão em pleno andamento. As pessoas são responsáveis, são afectadas e precisam de se adaptar, sendo o homem como o único agente capaz de interromper as alterações de clima. O que se pode fazer actualmente é adoptar comportamentos proactivos que considerem todas as dimensões do problema. Os investimentos em tecnologias mais limpas ou mais verdes, por exemplo, podem contribuir, no entanto, o problema é bem mais complexo. A poucos dias da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas em Copenhaga (Dinamarca), a UNFPA cobrou uma negociação global sobre o clima baseada na igualdade e nos direitos humanos. |
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